quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Os últimos 20 segundos de coragem

Gosto  tanto de você e não sei o que fazer...pra onde olhar, que caminho seguir ou se você precisa um pouco da minha ajuda. Gosto tanto de você que as vezes chega a doer e eu me afundo em sentimentos conflituosos de ódio e amor. Sinto sono, sinto fome, sinto dor, sinto tudo o que não queria sentir porque é mais fácil não sentir e não ser nada, além de vazio..além de um  amontoado de celulas caminhado pelo mar, pelo ar, ultrapassando as barreiras da tensão superficial, da superficialidade de contato, que acaba no gozo, no que se pode expelir, mas não se introjeta. Gosto tanto de você que não me lembro como se pontua frases, as virgulas não fazem sentido e os pontos destruiriam toda euforia pacífica. Colha por ai, os pedaços que encontrar do meu amor. Eu espero por você.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

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Eu espero que você perca o sono, queime o arroz,  tenha dores de cabeça insuportáveis, perca a inspiração, o tesão, e que caia um copo de vinho na sua camisa branca nova. Espero que você esqueça o guarda chuva em casa, vista uma meia furada e que seu suco de laranja esteja quente e sem açúcar.  Espero que a luz acabe no ultimo capitulo da sua serie favorita, que o sinal da sua internet não funcione por um mês. Espero que toda vez que tocar a musica da Amélie seu olhos se encham de lagrima, e que ela use o mesmo perfume que o meu, que o sorvete de baunilha perca o sabor, que o seu chá das 5 fique sem cor. Mas mesmo assim espero, que em cada um desses momento de caos você se lembre...

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Como uma faca entrando no meu peito, cega, suja e enferrujada. Rasgando cada pequeno pedaço de carne. Destruindo e mudando o tom de qualquer coisa viva que por ali estivesse. Mudando o gosto na boca, deixando os olhos opacos e a dor visível.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

18/10/2013

Eu fechava os olhos bem forte e esperava a dor passar. O enjôo e a vontade de vomitar ainda continuavam, eh como se eu n pudesse controlar toda ânsia q sinto pelo mundo. Os olhos doem, como se eu n quisesse mais enxergar tanta mentira. Aos poucos minhas vistas começaram a escurecer,  eu preferia desconhecer essa dor. Eu precisava de coragem pra me levantar, coragem  pra ver o dia passar, pra vencer uma dor q sufoca, amargura e destrói a minha paz. Eu queria mesmo que as luzes apagassem de vez, que os olhos não se importassem em  manter-se fechado, eu queria mesmo encontrar a luz, uma mao pra segurar, um motivo pra sorrir ao meio de tanto caos.

domingo, 29 de setembro de 2013

29/09/2013

Preciso me refazer, me redescobrir, tirar as vendas que tapam meus olhos. Preciso encontrar o caminho pra um lugar que me tire daqui e me leve pra longe de tudo isso que não faz mais parte de mim. Preciso de um abraço, do seu abraço, mas é dele quero fugir. Tudo que quero é encontrar a paz que já não me pertence mais, são dias longos a espera de mim mesma, a espera da angústia que me paralisa evapore. Eu não sei pra onde ir, não sei o caminho que preciso ou quero seguir. Faz frio aqui dentro do peito, e sei que o seu também anda assim. Faz tempo que o dia não eh mais claro, que as flores não sorriem pra mim. Faz tempo que os sorrisos não são mais bobos, e a espera virou rotina. Mas como? Quando e porque sinto a vida assim? É o caos nunca parece se esquecer de mim. Há dias em que sinto falta do afeto que já me foi oferecido, e por descuido, preferi nega-lo, tem dias em que não quero ver o dia lá fora, já que nem aqui dentro pareço aguenta-lo. Não existe o certo e o errado, o que existe é uma condição, as condições que me levaram a admirar o cinza e opaco que saltam de dentro de mim. A condição das situações que me coloco, que me fazem aceitar as tragedias com um pouco de sangue nos dedos, a condição de aceitar a minha falta de léxico, sem me preocupar com as suas dúvidas amargas camufladas por um otimismo imbecil.

29/09/2013

Amo como ama quem não sabe como amar, acompanhando a vida pela janela de um carro antigo, presa no passado e em lembranças que você ja esqueceu. A cama vazia, sem o cheiro do seu perfume adocicado , dos lençóis que fiz questão de lavar , lá fora o dia é cinza, dentro do meu peito tudo que tinha cor desbotou, escorreu em tons manchados. São tons de cinza, opacos, amargos, cheios de ruídos. Talvez esperando toda cor desbotar.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

05/08/2012

Queria ir pra um lugar calmo e nunca mais voltar, queria ser mais simples, menos complexa. Queria conseguir fazer tudo que as outras pessoas fazem, sonhar com que as pessoas sonham e amar como ama quem não sabe o que é amor. Queria sentir menos e agir mais. Queria plantar flores, cuidar de um jardim, de uma horta. Queria ver a vida com lentes coloridas, sentir a alegria e o animo de viver. Não que eu me sinta triste, mas sinto que vivo em um mundo paralelo ao real, um mundo onde eu não consigo ser e sentir a mim mesma, e ver a essência que surge em mim ficar mais viva. Sinto que aos poucos a poeira voa em meus olhos e ter que usar óculos que proteção tira um pouco de vida de mim,